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Entrevista

02/04/2014
Arte contemporânea e acessível



rogerioAutoral, contemporâneo e ousado. Um verdadeiro brand lover. Rogério Fernandes tem construído o seu nome de forma sólida no mercado mineiro. Nascido na cidade de Guadalupe, no Piauí, o artista cresceu rodeado pela pluralidade de influências dos artesãos da região. Músicas, lendas místicas, crochês, o movimento cordelista e da xilografia do nordeste brasileiro, inspiram o trabalho de Rogério, que rompeu as fronteiras das montanhas mineiras e ganhou o mundo.

 

Apesar de não ser mineiro, Rogério mora na capital do Estado desde criança, criando raízes aqui. Graduou-me Designer pela Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) e Belas Artes, pela Escola Guignard. Trabalhou em diversas agências de publicidade, morou em Londres por dois anos, onde se especializou em Ilustrações e Gravuras pela Central Saint Martins. Retornou ao Brasil, constituiu família e agora tem sua própria galeria e atelier, no bairro Sion. Em Julho de 2013, inaugurou sua segunda galeria e atelier, no Wynwood Art District, em Miami (EUA), bairro fora de Miami Beach, que se tornou a meca das artes da capital da Flórida.

 

Em entrevista ao nosso portal, Rogério fala sobre o mercado de arte mineiro, a importância do marketing para a sua marca e suas inspirações. Confira:

 

1 - Como analisa o mercado de arte em Minas Gerais?

 

O mercado ainda está engatinhando. Tem melhorado, mas temos um "gap" muito grande entre as galerias e os consumidores. As galerias de BH estão voltadas apenas para colecionadores e mercado de alto luxo. Para se construir um mercado, temos que envolver a classe A e a classe média.

 

2 - Como a comunicação e o marketing podem contribuir para a carreira de um artista?

 

A comunicação e o marketing ajudam o artista a encontrar um mercado onde suas obras serão apreciadas. Divulgar meus trabalhos na mídia é fundamental para levar a obra de arte além da galeria e torná-la uma realidade visível no mercado.

 

3 - Você desenvolveu uma linha de objetos com a sua marca. Por que decidiu usar essa estratégia para divulgar seu trabalho?

 

Os produtos que desenvolvi são apenas mais um suporte para meu trabalho. E, neste caso, é um suporte mais acessível para as pessoas. Essa era a estratégia: não posso ter um Rogerio Fernandes na parede, mas posso levar um objeto dele pra casa. Deu certo. Como estratégia para minha marca, é excelente, pois cria uma relação de brand lover comigo. (Risos).

 

4 - Alguns dos seus trabalhos estão associados com empresas, como as latas para o Café Barão e o Instituto Mário Penna. Qual a importância de vincular o seu nome a esses projetos? Quais os retornos para a sua imagem?

 

É importantíssimo associar minha imagem e meu trabalho a empresas com uma imagem sólida no mercado, que fabricam produtos confiáveis e com credibilidade junto ao seu publico consumidor. A idéia fez parte do projeto de modernização da marca, que completou 25 anos em 2012. Como o objetivo era conquistar novos mercados, eles apostaram no meu trabalho para evidenciar e endossar esses novos produtos, aliados ao meu estilo autoral, contemporâneo e ousado.

 

No caso da lata do Super Nosso, foi ótimo para divulgar meu trabalho em um produto que adoro,o Panetone. O Super Nosso apostou no meu trabalho e me deu total liberdade. Sem isso, eu não topo. As empresas são os mecenas modernos para os artistas. No Brasil, elas estão começando a investir nisso e o retorno é incalculável para elas. A galeria Louis Vuitton faturou quase 100 milhões de euros no ano de 2013 com venda de trabalho de artistas. Além de investir em cultura, como negócio, claro.

 

No caso do Mario Penna, entrei no projeto para ajudar o hospital a conseguir mais doadores, foi uma causa filantrópica, que me deu muita satisfação em fazer. Acho que arte pode transformar a vida das pessoas em tratamento, dando mais suavidade alegria e amor em um momento difícil da vida.

 

6 - O que é criatividade para você?

 

É tudo que sai do comum, que nos tira do lugar, que nos faz querer levantar e seguir em frente. É o combustível da vida rumo ao mundo melhor.

 

Nova Exposição

 

A partir de abril, a Galeria Rogério Fernandes estará aberta a todo tipo de projeto cultural, cursos temáticos, eventos enogastronômicos, além de manter o atelier e loja conceitual, com produtos assinados por ele.

 

A nova exposição, “De Frida Kahlo à Coco Chanel”, terá seu coquetel de abertura no dia 9 de abril, a partir das 19h e será composta por 25 telas inéditas, produzidas a partir de um trabalho que vem sendo desenvolvido há três anos - A história fictícia entre a cultuada pintora mexicana, Frida Kahlo e a estilista francesa, Coco Chanel, em companhia de Stravinsky, Picasso, Lampião, Van Gogh, Trotsky e outros personagens que já fazem parte do imaginário do artista piauiense.

 

A exposição, “De Frida Kahlo a Coco Chanel”, estará aberta ao público, de 10 a 19 de abril, e conta com parceiros como Casa Chandon, Bom B Brownies, Odette Castro Design de Eventos e Anna Carolina Luciano.

 

frida

 

Serviço: Exposição | De Frida Kahlo à Coco Chanel

 

Em cartaz: De 10 a 19 de abril, na galeria Rogério Fernandes: Rua Orenoco, 137 – Lj. 04 – Sion. Horário de funcionamento: De segunda à sexta, de 10h às 19h. Aos sábados: de 11h as 15h.

 

 

 

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Últimos Comentários

Dora Prado
07/04/2014
Dora Prado
Muito boa a entrevista! Rogerio Fernandes arrasa! Um abraço a todos do Minas Marca.
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